MVP: o que é e sua importância para uma startup

A inovação é o ponto-chave de toda startup. Ela é a chave para a nova empresa encontrar seu nicho de mercado e não só atender mas surpreender seus clientes. Para tanto é imprescindível formular estratégias de sucesso. Com essas ideias na cabeça desenvolver um MVP (Produto Mínimo Viável) pode ser uma opção muito útil. O MVP não é o produto propriamente dito, mas um conjunto de testes para averiguar a viabilidade do negócio.

Na aplicação do MVP é desenvolvido um protótipo com o mínimo de recursos possíveis, mas que caracterize plenamente a sua função, para registrar a aceitação desse produto em um determinado público. É um experimento em sua essência. Entretanto, serve para verificar se o modelo de negócios e a ideia de funcionalidades atendem, de fato, as necessidades dos clientes.

Ao final do experimento, procura-se saber se o produto realmente tem possibilidades no mercado ou é simplesmente uma ideia utópica muito difícil de dar certo.

A utilidade do MVP para a startup

As questões qualitativas dessa pesquisa permite que o empreendedor tome consciência das reais possibilidades de seu projeto no mercado. Vai do comportamento do consumidor às falhas do produto, ao encantamento do cliente e se atende uma demanda real do mercado.

O protótipo pode ser remodelado em quantas vezes for necessário para atender aos seus objetivos. O intuito é aprender sobre o comportamento do público alvo quando se deparar com o produto. Responder a perguntas como: Quanto os meus clientes pagariam por esse produto? Quantos clientes se interessaram em meio os visitantes da página? Quais foram os perfis de público que se interessaram? Quais grupos de funcionalidades realmente foram usados no produto?

A investigação pressupõe que o protótipo possua as atribuições básicas para responder a essas perguntas. Não é um teste mal feito em cima de um protótipo descaracterizado, porém um verdadeiro ensaio antes de inserir o produto no mercado.

As etapas do teste

São desenvolvidas a partir:

  • Criar um grupo de foco online reduzido que pode ser por meio de um webimar ou videoconferência, onde será apresentada, pela primeira vez, a concepção da ideia. A reação dos internautas determinará o andamento do processo até a validação do produto final.
  • Por meio das manifestações de seu público online interessado no produto, serão definidas as hipóteses e métricas que serão usadas no MVP. A questão básica, a partir desse passo, é gerar o perfil do consumidor, as expectativas a serem atingidas e o retorno pretendido.
  • Por fim, a startup poderá pensar em usar o MVP para iniciar os testes do protótipo, levando em consideração o mínimo de insumos necessários sem descaracterizá-lo.

Dois alertas

  • Cuidado para não expor a ideia do produto indevidamente no mercado. Você não quer queimar a ideia ou entregá-la de bandeja a um concorrente.
  • Fazer a interpretação dos dados da pesquisa com um profissional experiente, pois as respostas, emoções e atitudes dos consumidores podem ser mal avaliadas. O ideal é contratar um psicólogo que trabalhe com grupos de foco ou uma empresa que trabalhe com pesquisas qualitativas. Se a grana for pouca, dedique tempo para estudar sobre como é possível mensurar esses resultados de forma assertiva.

O MVP na prática

O MVP requer dinheiro para ser executado. É preciso planejar com cuidado e não tentar inflar muito as primeiras versões, pois quanto maior, mais dinheiro vai custar. Há empresas que iniciam apenas com uma landing page para captar emails dos interessados. Nesta página, explica-se a ideia e disponibiliza um formulário para que os interessados recebam mais notícias no futuro. Isso já fornece a medição de quantos daqueles visitantes realmente se interessam a ponto de fornecer o email. Outros MVPs são mais complexos e disponibilizam algumas funcionalidades para os usuários, mesmo que gratuitamente. Dessa maneira é possível avaliar não apenas quantos se cadastram, mas também qual é a retenção desses usuários no produto. Não adianta nada os usuários se cadastrarem mas não usarem o produto.

Na atualidade, é quase que inconcebível se criar um novo produto sem que este esteja engajado à tecnologia. A humanidade está inserida por meio de inovações tecnológicas no seu dia-a-dia. Poucas pessoas que habitam grandes metrópoles conseguem sobreviver sem internet, dando assas as vendas de smartphones, tablets e netbooks. Todos esses equipamentos necessitam de uma interface que ligue o homem à máquina. Existem empresas que trabalham exclusivamente com startups.

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